Reza a história que em 1974, Gary Gygax e Dave Arneson, através de jogos de tabuleiro, aliaram as regras de números e turnos de ação com a liberdade de contar histórias, e assim ampliaram as possibilidades naquele jogo. De fato, essa é a fórmula clássica que hoje utilizamos em nossas mesas de poder, o ritual básico para a criação de mundos e personagens. Mas a matéria prima de tudo isso surge bem antes, nos primórdios do nascimento do homem, e é nesse início que veremos o começo dos jogos de interpretação de personagem.
A palavra, o mito, o conto
No processo de evolução do Homo Sapiens, uma ferramenta tão decisiva para sua sobrevivência, quanto o polegar opositor, as armas e a fricção para gerar o fogo, foi desenvolvida: a palavra. Por esta, a comunicação se ampliou e com isso a organização social. Veio o mito como a primeira explicação dos fenômenos da existência, e com ele o conto.