Regras In-Úteis: Sobre Desafios de Perícia

Olá camaradas e donzelas. Depois de ler um excelente artigo no blog Montante Mágica, fiquei pensando na real utilidade dos Desafios de Perícia da 4ª Edição.
Há algum tempo já não usava mais tal mecânica por ela tirar um pouco (senão todo!) o potencial interpretativo do jogo. Os combates travados já proporcionam isso, e se os Desafios forem usados também fora dele, daí o jogo vai travar ainda mais. Aliás, que graça tem jogar aquele monte de D20 sem propósito, pois desse jeito quem dita o que deve ser jogado é o mestre, e não a criatividade dos jogadores, esta a essência de qualquer RPG.
Na minha opinião, os mestres de 4ª Edição deveriam abolir esta regra fora dos combates. Já na hora do pau, alguns Desafios até são úteis, pois abre um leque de possibilidades aos jogadores e interação com o cenário. A mecânica é usada juntamente com a mecânica de combate, assim os testes ganham mais utilidade e um certo charme.
Não podemos dizer o mesmo de um Desafio de investigação ou para atravessar uma região do mundo. A grande graça de ser mestre está aí, quando aquele certo jogador realiza uma coisa totalmente inesperada, fora dos planos da campanha. Se ele quiser pescar, que vá, não vou ficar jogando D20 pra ver se ele pesca uma tilápia ou o Zaratan (lembram?). A coisa se torna massante quando os horizontes tornam-se limitados. E nossa imaginação não tem limites. Coisa que não funciona com os Desafios de Perícia.
Como disse nosso amigo do Montante Mágica, Nestor Burlamaqui: "é assim que desaprendemos a jogar RPG".
Abraço.
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Loco Motive: apesar do pessimismo extremo (o mundo vai acabar em 2015!), mestra campanhas desde 1992. Depois de passar por vários sistemas, entre eles World of Darkness, GURPS, Tagmar, Arkanun (o primeiro), Castelo Falkenstein, Desafio dos Bandeirantes e sistemas próprios, não separa-se do maior de todos e independente da edição: o Dungeons & Dragons. Mas seu queridinho continua sendo o AD&D.

2 comentários:

  1. Pra mim, desafios de perícias devem ser como os Quick Time Events (QTEs) do God of War: o personagem corre pelo braço do gigante, desvia do seu ataque (Acrobacia), pula na cabeça dele (Atletismo) e acerta uma espadada no olho do bicho (jogada de ataque). Já fiz isso em D&D 3.5 (inclusive utilizando a trilha sonora do God of War II) e foi muito divertido.

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  2. Com certeza. Em meio ao combate, dá-se pra fazer muita coisa com os Desafios de Perícia. O foda é utilizá-los fora, como parte de interpretação. Aí, na minha opinião, o jogo fica empacado, com muita rolagem de dados.
    Abraço.

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