Old Dragon: Ur - A história antiga

Greatings comrades and maidens!

Antes de mais nada, queria agradecer a todos que viram o início do projeto do meu cenário de campanha, Ur, na semana passada e me deram força e incentivo pra mostrar o trabalho, e principalmente o Rafael Beltrame que está me ajudando a complementar o cenário. Ajuda inestimável cara. 
Vamos então começar do começo (aff!), mostrando a história antiga do mundo, e também como tudo começou e como este lugar se tornou o que ele é hoje. Gostaria também de pedir que, qualquer sugestão, dúvidas, críticas, elogia, xingamento é bem vinda, pois só assim posso melhorar esse trabalho e torná-lo algo realmente promissor.


A Aurora do Mundo 

Em uma época lembrada apenas em antigos tomos, ou nas canções de velhos bardos, existiu um continente em um planeta distante, onde antigas civilizações viveram em suas nações levando suas vidas como outras quaisquer. Entre elas estavam os diminutos anões, os altivos elfos, os alegres halflings e os malignos orcs e seus semelhantes. 
Eles cultivavam, criavam animais, tinham filhos, riquezas e até disputavam entre si, mas tudo isso fazia parte do ciclo da vida. Esses povos adoravam outros seres de imenso poder que caminhavam entre eles, e os chamavam de Numes, que significa “divindades” no idioma antigo. 
Estes seres místicos criaram aquele mundo e moldaram cada raça ali existente à sua imagem e semelhança. Eles detinham o conhecimento sobre a magia do mundo, uma energia mística que aos povos era proibida, pois os Numes tinham receio de que, se permitissem que qualquer um a experimentasse, essas pessoas se tornariam mais fortes do que eles. 
Somente aos adoradores das divindades era liberada uma pequena fração deste poder, através de orações e pedidos solenes. Uma lei foi estabelecida sobre o uso da magia. E sua transgressão acarretaria uma punição na forma de um castigo divinal. 
Alguns destes Numes viviam em harmonia com os povos, mas entre eles haviam aqueles que se deliciavam com a maldade e na sua perversidade chegaram a escravizar nações e promover discórdia entre seus outros irmãos divinos. Além disso, os Numes tinham criaturas de estimação provindas do mundo natural e que foram domesticadas e adestradas, pois estas eram inteligentes, poderosas e mágicas. Eles os chamaram de Balaur, que significa “dragão”. 
Milhares de anos se passaram e parecia que nunca ninguém iria quebrar a lei dos Numes. Mas o que ninguém sabia é que, nos vastos complexos subterrâneos abaixo do continente, cultos secretos haviam se estabelecido, e seus participantes descobriram a magia e passaram a usá-la por muito tempo em segredo. Enquanto isso, o mundo seguia seu curso na superfície. 
A cobiça e a ganância transformaram aqueles indivíduos em seres perniciosos e mesquinhos, que almejavam mais poder a cada dia. E, quando o conseguiram, decidiram voltar à superfície e desafiar a tirania dos Numes. 
Uma guerra havia começado. Uma contenda mágica pelo destino do mundo. E ela durou anos e culminou com a morte de milhões de seres enquanto que apenas alguns Numes pereceram. E com a transgressão, veio o castigo. Os Numes reuniram-se e iniciaram o que ficou conhecido como o Hari Kiamat, ou o “dia do julgamento”. 
Pelos crimes cometidos, os povos e sua amada terra seriam banidos para todo o sempre. Juntando suas forças em uníssono e usando toda a energia mágica do mundo, os seres divinos criaram correntes mágicas que arrancaram o continente do planeta e o lançaram no espaço. Esse evento dava início ao que ficou conhecido como Jalan Besar, que significa “a grande estrada”, e mostrou o quanto os Numes, adorados e reverenciados por milhares de anos, podiam ser cruéis. 
Nessa nova terra, para que os sobreviventes do holocausto tivessem dias e noites, os Numes transformaram uma das inúmeras luas do antigo mundo em um pequeno Sol, de forma que girasse em torno do gigantesco disco de pedra e separasse os dias e as noites. 
Esse disco flutuante de terra, esse pequeno cisco minúsculo perante a grandiosidade do cosmo, vagaria para sempre pelo universo infinito, passando próximo a planetas, estrelas, galáxias e constelações, com seu céu noturno sempre em constante mudança. No Hari Kiamat, muitos Balaur permaneceram na terra banida e outra raça emergiu nas terras conhecidas, os humanos. Esta estirpe estava fadada a trazer conflagrações e desgraças para os antigos povos, pois agora a magia não existia mais, nem os seres a quem orar na hora da necessidade. E ainda a maior de todas as conseqüências de se desafiar seres divinos: os mortos iriam caminhar novamente entre os vivos.


Bom, por enquanto é isso, no próximo post vou relatar os tempos atuais de Ur.
See you later!

2 comentários:

  1. Muito Interesante. Gostaria de ver a continuação, e também saber como é a geografia deste cenário.

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  2. Quem estava por trás dos rituais nos subterrâneos?Pensoi que isso é de extrema importância, e poderia ser explicação para muitas coisas no continente que foi "extraído". Poderiam ser os Balaur que ficaram na terra banida ou mesmo os Numes malignos...

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