Oldschool: mais interpretação, menos enrolação

Olá camaradas e donzelas.
Sabemos que o nosso querido hobby, o RPG, já teve muitas fases desde sua longínqua origem até os dias de hoje. Ele já enfrentou perseguições de fanáticos religiosos, sobreviveu à escasses de material em nossa língua e pouca grana dos jogadores (geração Xerox!), ao boom da internet e mais recentemente tenta manter-se firme em vista do crescimento da indústria dos jogos eletrônicos.
Dentre estas intempéries, ele sobreviveu. Mas muita gente (como eu!), acha que o RPG, como toda espécie viva na terra, passou por uma certa "seleção natural", tendo que se adaptar ao meio a fim de continuar existindo fisicamente, e não apenas no mundo virtual. E essa adaptação trouxe a tona uma questão que não existia a muitos anos atrás. Praticamente hoje em dia, a maioria dos sistemas usam e abusam de regras (a maioria apelona!) que visam criar personagens super-poderosos (antigamente conhecidos como "overpowers"). Como num maldito mangá ou anime ou ainda num MMO, onde o que importa é a jogabilidade, e não a principal fonte inspiradora que qualquer jogador de RPG que se preze deve utilizar: a imaginação.
A ideia principal deste blog é de que não há futuro para o RPG. Então como todo bom historiador, vamos nos agarrar ao passado. Vamos nos agarrar a antiga e única forma de jogar: interpretando. É daí que surgiu o termo "oldschool". Mais interpretação, menos enrolação. Engraçado que aqui perto de casa, em Andradas, sul de Minas, tem uma praça onde um bando de velhinhos joga baralho e dominó em mesinhas de pedra. Confesso que certo dia parei pra pensar se daqui a alguns anos não seríamos eu e meu grupo a estar ali desfrutando de umas boas horas de um bom e velho Advanced Dungeons e Dragons.
Abraço.
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Loco Motive: apesar do pessimismo extremo (o mundo vai acabar em 2015!), mestra campanhas desde 1992. Depois de passar por vários sistemas, entre eles World of Darkness, GURPS, Tagmar, Arkanun (o primeiro), Castelo Falkenstein, Desafio dos Bandeirantes e sistemas próprios, não separa-se do maior de todos e independente da edição: o Dungeons & Dragons. Mas seu queridinho continua sendo o AD&D.

4 comentários:

  1. salve colega!

    só queria fazer uma observação: a questão da interpretação no old school nao esta no fato de "fazer teatro" na mesa e jogo, e sim de que vc descreve as suas ações(como jogador), ao inves de se deter em termos de jogo.

    eu acredito q existea futuro para o RPG. alias, nós mesmo podemos faze-lo, e temos uma vantagem: como apreciadores da historia do jogo, temos a grande vantagem de enteder os processos que levaram o jogo ao que é hoje (e nao cometeremos o mesmo erro, hehe)_

    abraço

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  2. Meu amigo, concordo com o que dissestes. Garanto que "nós" não cometeremos o mesmo erro, mas e a geraçãozinha que vem aí?
    Tenho minhas dúvidas...
    Abraço.

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  3. E eu concordo com os dois! Mas acho que regras e interpretação podem andar lado a lado, complementando uma à outra.

    Adoro regras, simplesmente. Sou completamente fascinado por mecânicas de jogo, sempre tentando aprender novas regras para adaptá-las e otimizá-las, tornando-as simples e, ao mesmo tempo, atraentes (para depois implantá-las no meu próprio sistema, claro), mas detesto regras apelonas. E detesto personagens apelões.

    Mas apesar de gostar de regras, também gosto da interpretação, sempre incentivando meus jogadores a descreverem as ações de seus personagens (mas sem muita enrolação também). Até porquê, já é um grupo mais velho (tenho 26 e meus jogadores variam de 19 a 30 anos). São pessoas que já "combaram" muito quando eram mais jovens, e agora buscam outro tipo de jogo, mais simples, e pelo puro prazer da história e de poder se reunir com os amigos, a despeito de todas as atribulações da vida moderna.

    Vixe, esse comentário tá quase um post! Desculpem, mas eu me empolguei.

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  4. Falou tá falado Walla. No final, temos que respeitar a opinião de cada um, não é mesmo.
    Valeu pela leitura.

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