Forgotten books: Ars Magica - Parte 5


Galera, aqui o bardo Heylian de volta a esta humilde casa com o intuito de continuar com minha colossal missão de resenhar as muitas edições que o ARS MAGICA, um dos meus RPGs favoritos, passou através dessas décadas. Chegamos aos anos 90 e ainda há muita coisa pra contar.
No ano de 1994, os livros de Ars Mágica vendiam razoavelmente bem, mas não tanto quanto Vampiro e o restante do WoD. Lisa Stevens, que havia escrito para Ars Mágica na Lion Rampant e depois na White Wolf, e que depois foi trabalhar numa pequena editora chamada Wizards of the Coast, conseguiu convencer as editoras para que a Wizards adquirisse os direitos dos jogo. Ars Mágica durou apenas alguns anos na Wizards of the Coasts, até que o jogo de cartas “Magic” chegou revolucionando o mercado.


Em Março de 2003, a companhia Atlas Games decidiu apostar na estratégia de oferecer gratuitamente pela internet uma versão digital da 4º Edição de seu RPG Ars Magica. O plano consistia em atrair consumidores para a versão física do livro, que estava sendo vendida na época ao preço de U$33,00. Ao mesmo tempo, esperava-se que o grande número de downloads da publicação eletrônica - mais de 10.000 até o momento - alavancasse a venda de suplementos para o RPG.
A decisão de oferecer gratuitamente uma edição eletrônica da 4º Edição do famoso RPG Ars Magica pode ter atrapalhado as vendas da versão em papel do livro.
Infelizmente, o sucesso na rede não se reproduziu em livrarias e lojas especializadas: as vendas do livro básico registraram uma expressiva queda de 56% desde que a estratégia de downloads gratuitos entrou em vigor em comparação com o mesmo período em 2002. Observou-se, ainda, um declínio de 9% nas vendas de suplementos da linha, ainda que mantido um ritmo de oferta de novos produtos similar ao do último ano. Os números foram divulgados por John Nephew, da própria Atlas Games.
Esse aparente fracasso deve decretar o fim da experiência com oferecimento gratuito, que deveria ser repetida quando do lançamento da quinta edição do livro básico de Ars Magica. Além disso, os resultados negativos podem levar ao adiamento - ou mesmo cancelamento - deste lançamento, previsto inicialmente para fins de 2004.
Ars Magica 4ª Edição brasileira!

A quarta edição de Ars Magica teve uma edição brasileira. Visto que Mark Hein-Hagen e Jonathan Tweet (o outro criador do Ars Magica) eram nomes que estavam em alta no mercado de RPG do Brasil, devido aos títulos WoD, esta que foi lançada em português é a 4ª edição do Ars Magica.
Poucas pessoas tem conhecimento deste livro, e dentre essas poucas pessoas que conhecem, a maioria não vê com bons olhos a edição traduzida para o português devido aos grotescos erros de tradução encontrados na obra. Ao que parece o livro foi traduzido com um beta do Google Translate.
As ilustrações do livro são bem bonitas, lembrando muitas das ilustrações dos livros básicos de AD&D só que em P&B. A diagramação do livro é pobre, ficou estranho um monte de letras estilizadas jogadas em um fundo branco sem nenhuma margem, poderiam ter colocado alguns detalhes que lembrassem a idade média por exemplo, para dar um clima mais interessante. O livro, capa mole e acabamento simples, foi publicado pela Dunamazon Gráfica e Editora, em 2000.
Novamente volto à questão da tradução. O problema com a edição brasileira foi tão sério que faz com que a mecânica do jogo seja prejudicada. Os erros grosseiros de tradução que encontrarem (podem comparar com a versão original em inglês mesmo, que ao que consta pode ser baixado gratuitamente no site.
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Heylian, the bard: O líder e estrategista dos Vingadores do Vale Elsir. Heylian é um bardo experiente e lutou em guerras como contra a Mão Vermelha. Um exímio aventureiro meio-elfo capaz de liquidar os inimigos à distância e ao mesmo tempo ajudar seus aliados. É experiente no combate com lâminas, sendo muito ágil no manejo de espadas. Conhecido por seus talentos em conjurar magias, realizar rituais e operar toda a espécie de itens mágicos. Atualmente está escrevendo no blog DROP COMICS. Confira!

Um comentário:

  1. Coitados... Epic fail!

    Nota mental:
    Oferecer um produto de graça na internet NUNCA vai gerar aumento de vendas físicas.

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